Weekend loop...Cause looking for heaven, found the devil in me
Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
"(...)And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa
And I am done with my graceless heart
So tonight I'm gonna cut it out and then restart
'Cause I like to keep my issues strong
It's always darkest before the dawn
And it's hard to dance with a devil on your back
And given half the chance would I take any of it back
It's a fine romance but it's left me so undone
It's always darkest before the dawn
And I'm damned if I do and I'm damned if I don't
So here's to drinks in the dark at the end of my road
And I'm ready to suffer and I'm ready to hope
It's a shot in the dark aimed right at my throat
'Cause looking for heaven, found the devil in me
Looking for heaven, found the devil in me
Well what the hell I'm gonna let it happen to me, yeah(...)"
Florence & the Machine "Shake it out"
Rua Castilho
Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
Tantos anos passados e esta música transmite-me um calorzinho trepadeiro que sobe e enche o meu pequeno coração de um sabor agridoce. O sabor do incondicional amar sem regras, compassos, tempos e correspondências! Amor que se tenta substituir, apagar, corrigir, esquecer, negar, assumir, reconhecer, amargar, desajustar, aquecer, matar....amar, porque não se compadece a vida com aquela "farpa" que um dia nos entra alma dentro e sem justificação aparente nos torna mais.
E este amor saudade que todos os dias, nestes anos todos, se contraria feito birra de bebé na esperança que cresça e ganhe juizo. Porque cada derrota de outros amores nos mostra que tudo o que se contradiz tende a fincar pé. Mais vale aceitar que se ama.Calar.
Quando a sorte se põe á esquina
Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Tártaro de Atum, lichias e côco
Pescada fresca escalfada num caldo de Bulhão Pato,
esmagada de batata doce de Aljezur e coentros
Peito de pato fumado lacado com laranja do Algarve,
Arroz Carolino cremoso do bicho, crocante de paio entremeado
Queijo de Azeitão e pera rocha do Oeste em Periquita Superyor
Bolo gelado de frutos secos, chocolate de São tomé e praliné de avelãs
E porque a poupança também pode ser tecnológica...voilá!
Vinhos???...e porque não, um belo presente para o dia da Mãe!!
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Hoje, apresento-vos aqui vinhos do Douro, produzidos na Quinta de Nossa Senhora do Loreto, em Sabrosa.
http://www.decawine.com/Deca_brochure/
Estes vinhos são apenas comercializados pelo produtor ou, de forma selectiva, através de um conjunto de restaurantes e garrafeiras escolhidos com base na representatividade e qualidade da imagem dos vinhos portugueses.
Como se aproxima o dia da Mãe, decidi optar por esta via para dar a conhecer, a todos esta oportunidade de comprar excelentes vinhos a um preço imbatível, que nem a troika censura. Um bom vinho é sempre um bom investimento e os vinhos em questão permitem uma guarda que pode ir de 5 a 10 anos. Ao optar por estes vinhos posso garantir-vos que estarão a oferecer um presente de alto valor apercebido, pois são vinhos que não estão vulgarizados em qualquer prateleira de super ou hipermercado.
Os vinhos podem ser vendidos à caixa ou à unidade. Existem vários tipos de embalagens de oferta aos seguintes preços:
- caixa de 3 garrafas do ano 2008 - € 30,00
- caixa de 3 garrafas do ano 2010 - € 30,00
- caixa de 3 garrafas do ano 2009 - € 15,00
- caixa de 3 garrafas de 1 garrafa de cada ano - € 25,00


- Caixa de cartão transporte 6 garrafas 2009 – 20€
- Caixa de Cartão transporte 6 garrafas 2008 – 50€
- Caixa de cartão transporte 6 garrafas 2010 – 40€
http://www.decawine.com/Deca_brochure/
Para encomendas basta enviar um email para mainstreamgirl@gmail.com
O melhor vinho do Mundo é Português
Terça-feira, 20 de Março de 2012
O melhor vinho do mundo é português e fabrica-se no Douro. O Porto Quinta do Noval Vintage Nacional 2003 foi eleito o o melhor vinho do mundo pelo enólogo italiano Luca Gardini. A seleção de três mil néctares surge agora numa publicação chamada «Enciclopedia del Vino» e é o resultado de 15 anos de investigação e de mais de oito mil vinhos testados.
Gardini é considerado um dos melhores enólogos a nível internacional. Da sua seleção fazem parte vinhos como o Chateau Margaux, o Armand Rousseau ou o champanhe Dom Perignon.
Porto Quinta do Noval Vintage Nacional é produzido nas vinhas centenárias das encostas do Douro. As castas são inteiramente nacionais e as videiras nunca precisaram de ser exertadas com variedades estrangeiras. Em cada ano de produção, apenas são produzidas entre 200 a 250 caixas e cada garrafa custa entre 500 e mil euros.
Cheira bem...cheira a biológico!
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
Sempre fui uma rapariga que gosta de comer! Ainda que o meu aspecto franzino leve a maioria das pessoas a pensar que na realidade só me alimento de saladas, a verdade é que basicamente como de tudo, excepção feita a ovas e a peixes cheios de cartilagens moles como o congro e o safio. E se, durante anos, me recusei a comer tomate, assegurando a pé juntos que não gostava mesmo, a realidade dos últimos meses é que é rara a salada em que o tomatito não dê um ar da sua graça.
Cabaz Verdejar (entrega em Lisboa dia 22 de Março, sempre ás 5ªs feiras)
1 alface
- acelga [porção média]
- agrião (*) [porção média]
- batata miúda nova [porção grande]
- cebola [porção grande]
- coentros [porção pequena]
- maçã "golden" [porção grande]
- molho de tomate(**) [frasco de 500 g]
(*) produzido de forma semelhante ao Modo de Produção Biológico mas não certificado.
(**) ingredientes: tomate, cebola, azeite, alho, ervas aromáticas - produzidos em Modo de Produção Biológico.
Nota:
Porção grande: entre 800 e 1200 g
Porção média: entre 400 e 600 g
Porção pequena: entre 50 e 200 g
Valor - 12€
Cabaz Mercado Saloio (de 21 e 22 de Março)
Experimentem e depois deixem aqui a vossa opinião, receitas e dicas para conservar alimentos frescos.
Indefinitely...., indefinitely eram dois esqueletos lindos e magros a beber um resling num alpendre no minuto que antecede o lusco fusco
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Maria na Cozinha
Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
A minha frase do dia!
* a respeito da expressão idiomática muito ouvida em brasileiro"...me inclua fora dessa!"
Com um ar da minha graça!
Tenho que ser honesta, na realidade tenho vivido uma das melhores fases da minha vida!
Acredito que está mudança de rumo e de postura se deve não apenas ao facto de estar a envelhecer e encontrar em mim uma maior tolerância para aceitar o que a vida me dá, para engolir alguns sapos, para não desesperar face ás coisas que não posso mudar, mas ao facto de ter passado a dar mais atenção aos sinais que a vida nos dá.
Fiz as pazes com muitos erros e lapsos do meu passado. Aceitei de volta algumas pessoas que em tempos mandei em volta. Assumi as minhas amizades, os meus quereres e tento a cada dia cumprir a ideia de me colocar no lugar do outro antes de o julgar.
Arrisco dizer que sou uma melhor pessoa! E, em todo esse processo ao longo dos últimos anos os sinais foram-se revelando cada vez de forma mais clara e eu deixei de vaguear espantada sobre as coincidências da vida e passei a deixar que as minhas opções se fizessem sem dramas, stress ou excessos de angústia.
Dou um exemplo prático: há cerca de 6 meses cismei que queria um móvel para colocar no meu corredor. Não tanto pela necessidade de arrumação ou efeito prático mas porque sentia o espaço demasiado vazio. Procurei vários modelos e entre o meu gosto estranho e as possibilidades da minha carteira não encontrei, até ao momento nada que me convencesse. Fui deixando o tempo passar sem me impor a pressão de ter que comprar um de imediato porque era aquilo que o meu pensamento obcecado me sugeria.
Pensei…”se até à data não encontrei não vale a pena a esmifrar-me a procurar! Se tiver que aparecer vai aparecer quando menos se espera!”. E lá me fui habituando ao meu corredor vazio.
Ontem, ao regressar a casa depois de um estranho dia de trabalho, com a mente perdida algures em pensamentos que não recordo, eis que deparo com um conjunto de móveis lindos, junto ao caixote de lixo da minha rua. Para espanto meu percebi que se tratava de mobiliário dos Anos 50, um estilo comummente designado “Móveis Pé de Palito”. E assim, lá trouxe para casa um lindo toucador a necessitar de pequenos retoques, uma mesa- de- cabeceira, uma banqueta e uma cadeira, que penso terão feito parte de um mobiliário de quarto e que necessitam apenas de pequenos retoques.
O Toucador que, infelizmente não cabe no meu quarto, está agora lindamente arrumado no meu corredor e assim ficou solucionada a questão de encontrar um móvel que eu gostasse e pudesse pagar. Bónus extra…este móvel além de ter sido de borla e ter libertado o mundo de mais “lixo” (como alguém o considerou) é uma peça com quase 60 anos logo, vintage, e cheia de história que é a cara de uma miúda estranha como eu.
Mostro-vos aqui algumas imagens de móveis idênticos encontrados no site de um antiquário.
Detalhes deliciosos!
Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
Não contente com a extensa lista de tarefas planeadas para o fim-de-semana resolvi que seria giro experiemhtar a tinta em spray que comprei na semana passada. Não sei bem para que a comprei mas apetecia-me fazer qualquer coisa (e quando digo qualquer coisa é mesmo qualquer coisa) e de uma forma quase subversiva arranjei objectivo: quando fui passear com os miudos vi um velhote com um ar muito simples e simpático a vender flores silvestres. Vai daí resolvi ajudar e comprar um pequeno ramo de flores coloridas por apenas 1 €. Quando regressamos a casa "verifiquei" que só tinha uma jarra e esta era enorme para o pequeno bouquet. Assim, resolvi agarrar o spray e pintar uma garrafa de polpa de tomate que em tempos guardei, com esta minha mania de poupar o ambiente. Gostei do resultado mas achei que a bela da jarra ficava um pouco despedida e como ando numa fase romântica nada como dar a volta ao laço e vestir a garrafa. O resultado é o que se pode ver na fotografia (desculpem a qualidade mas continuo a ser a "Pior Fotógrafa do Mundo") mesmo ao lado dos meus Muffins de Chocolate, uma receita nova que fez as delicias da minha sobrinha.
Projecto 2 : A princesa e as ervilhas e caixinhas e coisinhas
Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Projecto Míudo Giro
Já lhe tinha prometido que quando houvesse uma "pausa" na crise lhe iria remodelar o quarto e torna-lo um espaço mais moderno, dinâmico e cool. Como não tem havido abébias da Troika resolvi procurar soluções e começando pela cama já há algumas ideias em vista e para a qual peço a vossa contribuição nem que seja com indicações, sugestões ou levantamento de preços mais baixos.
Primeira questão?
Qual das duas camas escolheriam e porquê?
(Imagens retiradas da net)
Material necessário:
- Paletes (já tentei cravar o mano e uns amigos para me arranjar, veremos se tenho sorte), com custo entre 0€ e 80€.
- Tinta - 20€
- Rodizios - 25€
- Trabalho de mercenaria ...já há alguns nomes para cravar.Eu, martelos e pregos não é uma combinação muito recomendável!
A crise e eu...
Simultaneamente, o orçamento doméstico mais restritivo com que vivo há já alguns anos fez-me ter mais atenção com a gestão dos recursos domésticos, a optimização de produtos, levou-me a aprender a cozinhar, a fazer as minhas ofertas de Natal e espero que me continue a levar à experimentação de sugestões que vou encontrando pelos blogs fora, reciclando, poupando, introduzindo cor na minha vida e celebrando pechinchas!
Nos próximos posts irei falar um pouco de novos projectos que pretendo concretizar. Pequenas coisas que quero aprender e fazer como a construção de uma nova cama para o filhote mais velho, criar os meus efeitos de Natal com objectos reciclados, mudar a decoração do quarto da filhota ou apenas enfeitar os braços em dia de praia ou como não morrer de tédio na praia. Sempre que necessário material que não consigo reunir em quantidade irei apelar à vossa generosidade, permitindo ao mesmo tempo que contribuam para a diminuição de tralha e lixo.
Para começar vamos ao lado fashion! Este é o DIY que pretendo experimentar com a filhota (que adora fazer pulseiras), este fim-de-semana “à solta”.
Esta ideia foi tirada de aqui !Um blog cheio de coisas originais e com alguns tutoriais!
Objecto de desejo ou como procurar uma agulha nos saldos da Zara...
Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Keep it simple...
Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Ando a suspirar por...
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
Coisas que encontro por ai ou a razão porque ainda me surpreendo comigo mesma...
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
“São as angústias, as que se acumularam. É o passado. As que se plantaram no horizonte e não me deixam ver o sol. É o futuro. Preciso urgentemente de rebobinar a vida. De rebobinar os amores e não voltar a entrar nos que foram, para sempre, um beco sem saída. Aqueles em que choquei contra a parede, e todo o corpo ficou desmembrado. Preciso de sair e preciso de ficar, talvez aqui, talvez ali, ou talvez em lado nenhum. Preciso de sair e voltar. De procurar a razão mais forte para continuar, até perceber que essa razão sou eu. Preciso de continuar por mim, preciso duma outra razão para continuar. Porque este "Eu" ou este "Mim" são insuficientes. É isso que me deixa mal com a vida, a que foi e a que será. Talvez, um dia, isso deixe de ser assim. Gostava de ser sempre feliz.”
Resposta: O teu "Eu" é um povoar de vidas, amores, desamores, angústias, tristezas e alegrias que fazem de ti um ser único. Talvez incompreendido e mal amado. A começar não raras vezes por nós próprios. Os becos do passado são ervas daninhas. São flores carnívoras que com um pincel embelezamos só para nos fazer crer que valeram algo. Não raras vezes deveriam ter sido suficientes para aprender aquilo que não somos e não queremos ser.
Muitas vezes rebobino. Tantas que a fita já está gasta e já lhe saltam imagens. Um dia de tanto puxar a história atrás já ela terá sido reescrita. Nesse entretanto...tenho ser eu, assumindo os medos, os exageros próprios de quem engole o coração todos os dias a custo. E por isso, por todos esses momentos em que penso, onde raio me olho, que espelhos me traem, me sinto abraçada, por braços sem rostos. Longos, curtos, extensos de intensidade ou apenas sorrisos que se olham e reconhecem. Assim. Como se a tua dor, a tua angústia, se tivessem cruzado nos mesmos bancos de escola.
E ser feliz? Será esse mesmo o objectivo? Anseia antes pela tranquilidade, depois pede um pouco de paz, um molhe de amigos daquelas que o são sem nenhuma razão aparente e esquece o amanhã. Fica-te por aqui. Pelo segundo, a seguir ao outro. Segue o teu tempo como se de uma rádio sem playlist se tratasse. Ás vezes a música que se segue é capaz de nos encher a alma de espanto e lavrar os nossos sonhos.
Jim Tomlinson & Stacey Kent - What Are You Doing The Rest Of Your Life (...
Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
Direito de resposta a um leitor anónimo..
O amor, em abstracto, como diz, sem alvo definido, em que o todo é maior que a soma das partes não é contestado por estes lados.
Assume-se de diversas formas, com diferentes modos e variadas intensidades. Efectivamente, concordo com a sua opinião, a respeito do mesmo, apenas considero que o amor é um fio de tempo contínuo, como se de um longo e infinito percurso de comboio no qual se entra e saí em diversas paragens e onde umas vezes a viagem é mais bonita que outras.
O amor é a viagem e não o destino em si, pelo que o alvo do amor, ou do afecto é um pequeno pormenor em todo este assunto. É apenas uma questão de partilha momentânea de carruagem.
Assim sendo, assumo a dita "ressaca" que menciona, o que é de facto visível em muitas das coisas escritas neste blog. Não é a primeira vez e também sei que não será a última, mas cada última vez encerra em si a perda de mais uma pequena característica ou capacidade de fazer os sentimentos multiplicar, pelo que se vai reinventando os afectos.
Revejo o amor em tantas coisas e de tantas maneiras, que me permito escolher a forma do meu: pelos meus filhos, incondicional e permanente; pelos amigos verdadeiros, aberto, genuíno e sem julgamentos; pela vida, aos pedaços coloridos, pelos ex-amores, picotado em ternuras momentâneas vestidas de memórias.
Contudo, por aqui, aguarda-se sempre com expectativa a próxima paragem em qualquer paisagem de amor.
A respeito do amor versus a cumplicidade
Terça-feira, 3 de Maio de 2011
A cumplicidade que se ganha com o tempo, permite o extravasar de outras vivências com maior naturalidade e fazer com que as pessoas, conhecendo os seus limites, possam colocar desafios uma à outra!
Clã - Embeiçados (vídeo oficial)
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
Lenha para me coçar...risos
E como ultimamente já tinha pouca coisa com que me entreter resolvi que era altura de me tornar Chefe de alguma coisa…
A MINHA empresa DEBUGIT! Já está em marcha na edição de 2011 do Global Management Challenge!!!
Não sobra é tempo para bloggar mas…who cares?
Libertar a neura..
Terça-feira, 15 de Março de 2011
Há pessoas que me fazem querer gritar alto e bom som :”VAI-TE COMPOSTAR!”
Frases minhas
“Vai lamber selos!” equivalente ao tradicional vai à merda, mas passível de utilização em círculos de gente mais sensível…
“E se fosses dobrar o Expresso?” quer dizer mais ou menos a mesma coisa do “ e se fosses ver se está a chover em mim lá fora…”
São flores Mãe, são flores
Segunda-feira, 14 de Março de 2011
Deixo-vos aqui mais um trabalhinho da equipa “mãozinhas idiotas” Pilar e Mãe! Desta vez decidimos aproveitar restos de tecidos e renovar uma fita do cabelo.
Digam lá que não está muito mais gira?
Katt Tait na Associação Jam Session
Sexta-feira, 11 de Março de 2011
O Bolo de Noiva
A descoberta do prazer dos Trabalhos Manuais ou do Craft (para a gente mais fina) tem-me aproximado muito dos meus filhos, principalmente da Pilar com quem me entretenho longas horas a imaginar novos projectos de reciclagem.
Why does the caged bird sing?!
Quarta-feira, 2 de Março de 2011
Entristece-me profundamente quando percebo que, independentemente da ideia, á minha volta todos se contentam com o possível em vez de lutarem pelo desejável!
JP SIMÕES - Ao vivo no Porto
Enganam-se ...ele não nos dizia adeus, dizia "Bom ver-te!"
Vais ver, um dia vamos falar de ti assim. Um dia passaremos de carro com os nossos filhos já crescidos e, num instante, olharemos para o teu lugar vazio, e lembrar-nos-emos das noites em que passávamos na avenida Fontes Pereira de Melo. E tu sorrias. E nós sorríamos. E dizias-nos adeus. E nós diziamos-te adeus. E levávamos esse sorriso para as ruas do Bairro Alto. Entrávamos em bares, falávamos de nós, bebíamos qualquer coisa em copos de plástico e, mesmo quando não pensávamos em ti, mesmo quando nos esquecíamos de que naquele momento ainda estavas na avenida Fontes Pereira de Melo, continuávamos com o sorriso que tinhas acendido no nosso rosto no instante em que nos acenaste. E havemos de dizer aos nossos filhos, sentados no banco de trás, que ficavas ali mesmo nas noites em que chovia. Com uma mão, seguravas o guarda-chuva. Com a outra mão, acenavas-nos, dizias-nos adeus. Os nossos filhos não irão entender. Da mesma maneira, nós não iremos entender aquilo que eles nos disserem. Os nossos filhos irão perguntar-nos se tu eras maluco e nós iremos dizer que não e continuaremos a falar-lhes de ti, como se falássemos apenas para nós próprios. As nossas palavras encherão o ar desse carro futuro onde estaremos sentados a conduzir. As nossas palavras serão reflectidas para o banco de trás pelo espelho retrovisor e os nossos filhos pensarão que falamos de coisas sem sentido. Nós continuaremos a falar porque essa será a nossa maneira de lembrarmo-nos de todos os detalhes. Nós continuaremos a falar, mas as palavras não conseguirão mostrar aos nossos filhos a falta que sentiremos de haver alguém na avenida Fontes Pereira de Melo, no passeio do lado direito, para quem desce em direcção ao Marquês de Pombal, a acenar-nos, a dizer-nos adeus.
Mas os nossos filhos desinteressar-se-ão por ti. O seu olhar ficará parado no espelho retrovisor a reflectir os nossos olhos. Incrédula, a sua voz quererá saber aquilo que fazíamos quando éramos novos. Os nossos filhos não conseguirão acreditar que éramos novos. Quererão saber aquilo que fazíamos. Haverá uma pausa antes de respondermos que entrávamos em bares, falávamos de nós e bebíamos qualquer coisa em copos de plástico. Isso será aquilo que poderemos dizer aos nossos filhos e isso é exactamente aquilo que podemos escrever na página de um jornal. A nossa memória ficará cheia de coisas que não são nem entrar num bar, nem falar de nós próprios, nem beber qualquer coisa em copos de plástico, e ficaremos em silêncio durante um instante. Nesse dia, quereremos acreditar que os nossos filhos não fazem nenhuma dessas coisas em que pensaremos e, durante esse instante de silêncio, conseguiremos convencer-nos a nós próprios que não, os nossos filhos, que vimos nascer, que nos fizeram sorrir com sílabas atrapalhadas, papá, pópó, que vimos na primeira manhã em que foram para a escola, os nossos filhos, quando nos pedem para sair, entram em bares, falam deles próprios e bebem qualquer coisa em copos de plástico. Coca-cola. Sumo de laranja. Nesse dia, estaremos habituados a ser pais e as nossas palavras serão palavras de pais, os nossos gestos serão gestos de pais, o nosso cheiro, entranhado nas roupas, na casa, no carro, será o cheiro de pais. Nesse dia, estaremos habituados a ouvir mal, ao tempo que demorarmos a subir as escadas, à nossa vida e àquilo em que nos tornámos. Tu serás essa memória repentina de um tempo em que passávamos pela avenida Fontes Pereira de Melo e serás aquilo que era estar ali, passar por ti de carro e acenar-te.
Nesse dia, nós saberemos muitas coisas e teremos esquecido muitas outras. Teremos a certeza de tudo, como os nossos filhos terão a certeza de tudo. Nós, como os nossos filhos, teremos esquecido que um dia tivemos vinte e cinco anos e olhámos para rapazes de dezoito anos, achando que não sabiam nada; tivemos dezoito anos e olhámos para rapazes de quinze anos, achando que não sabiam nada; tivemos quinze anos e olhámos para rapazes de doze anos, achando que não sabiam nada. Nós, quando passarmos de carro pela avenida Fontes Pereira de Melo, com os nossos filhos sentados no banco de trás, lembrar-nos-emos de ti, e saberemos muitas coisas, certezas, e teremos esquecido muitas outras. Iremos para um sítio qualquer que já conhecemos mas que, nesse dia, será muito diferente da primeira vez em que estivemos lá, será muito diferente de todas as vezes em que estivemos lá. Por trás do nosso rosto, durante todo o caminho, continuará a falta que nos faz a tua imagem, o teu sorriso. Se os nossos filhos voltarem a perguntar se eras maluco, mostrar-nos-emos ofendidos. E quase durante um instante, quase por baixo daquilo que estivermos a pensar, quase que reconheceremos que sabíamos tão pouco sobre ti. Sobre a música sem forma do rádio do carro, quando os nossos filhos olharem em silêncio pela janela, lembrar-nos-emos de quando voltávamos para casa; e era de madrugada; e na cor cinzenta do início do dia começávamos a ouvir os pássaros escondidos no céu; e, nas paragens de autocarro, havia filas de pessoas que tinham acabado de acordar e que tinham cara de pessoas que eram diferentes de nós; e tu, o homem que dizia adeus, já não estavas no teu lugar, na avenida Fontes Pereira de Melo, porque estavas deitado na tua cama, porque tinhas passado a noite a sorrir, a acenar aos carros, e estavas a descansar de ser feliz.
Vais ver, um dia vamos falar de ti assim. Quando os nossos filhos estiverem distraídos, olharemos para eles e saberemos que chegará um dia no futuro em que o seu presente fará parte do passado. Mas para nós, vais ver, esse dia nunca chegará e continuaremos sem saber nada, cheios de certezas, como se estivemos sempre, todas as noites, a acenar, a dizer adeus aos carros que passam na avenida Fontes Pereira de Melo."
José Luís Peixoto, in Jornal de Letras (Outubro de 2003)
super-herói em sonhos
Transporta-me o som, mente adentro ao fundo de delírios que foram sonhos. Remeto para a conjugação perigosa das palavras “e” e “se”, a pedra no sapato do meu caminho mental. Tenho saudades do calor que irradia o afecto, na curva do pescoço encostado no abraço.
Fecho os olhos e vejo os teus olhos vivos suficientemente próximos para eu sentir a chama que os alimenta. Balanças o sorriso teia e eu deixo-me prender naquele m2 de espaço permitido. O espaço circunscrito à amizade e negado ao desejo. Resta-nos a fantasia, apogeu do politicamente incorrecto que faz jus ao beijo salivado atrás da porta.
It takes two to Tango ....e a mim falta-me o par!
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Hoje é noite de Milonga na Bicaense (para mais informações sobre este estilo de dança consulte http://www.portotango.com/LDU800/page.php?id=55),na Rua da Bica de Duarte Belo, todas as 3ªs quintas-feiras de cada mês.
Apostando num novo conceito de espaço musical - o Tango Lounge - veremos nestas noites o tango tradicional fundir-se com as tendências actuais do tango. A Milonga da Bica nasce num ambiente cosmopolita, num espaço moderno onde poderá sentir a paixão do tango de forma única, em boa companhia e bem no coração da animação de Lisboa.
Deep as the ocean so is the hole you build
“Nothing of him that doth fade
But doth suffer a sea-change
Into something rich and strange”
Shakespeare












































